quarta-feira , 16 junho 2021
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Produtos zero lactose torna consumo de leite ainda mais seguro

Quem antes temia consumir leite e seus derivados temendo desconfortos intestinais, agora pode se beneficiar das vastas qualidades nutricionais deste alimento que é um fonte rica e barata de proteína

Uma pesquisa do instituto Datafolha, realizada em 2017, aponta que 35% da população brasileira com idade acima de 16 anos relata algum tipo de desconforto digestivo, em pequeno ou maior grau, após o consumo de derivados do leite.

O problema, durante muito tempo, segundo explica a nutricionista Lys Anne Souza Araújo (CRN/1: 16743), fez com que milhares de pessoas que têm reações mais severas ao consumo de lactose abrissem mão de consumir leite e seus derivados. Ela esclarece, inclusive, que a intolerância  não é, necessariamente, uma doença, mas sim uma carência no organismo de alguns indivíduos na produção da enzima digestiva lactase, responsável por quebrar a lactose existente no leite.

“A introdução dos produtos zero lactose no mercado foi um avanço importantíssimo, porque permite introduzir um alimento de grande qualidade nutricional na alimentação desses alérgicos ou intolerantes”, revela a nutricionista ao destacar que o leite e seus derivados possuem proteínas de alto valor biológico, é uma boa fonte das gorduras boas e minerais.

Ainda de acordo com a nutricionista,  em termos de valores ou qualidade nutricional, o leite zero lactose não difere em nada do leite normal. “É um alimento pensado para substituir o leite com suas vastas qualidades nutricionais justamente para quem possui intolerância ou alergia à lactose, sem nenhum prejuízo nutricional”, aponta a especialista.

Evolução
De acordo com André Luiz Rodrigues Junqueira, presidente do grupo Marajoara Laticínios, uma das maiores marcas de laticínios do Brasil, a produção do leite zero lactose é feita com a quebra deste açúcar característico do leite. Nesse processo de melhoramento, que dura aproximadamente 24 horas, utiliza-se enzimas denominadas lactase (Beta-D-galactosidae), que quebram a lactose transformando-a em glicose e galactose. O leite, durante esse tempo, permanece dentro de um enorme balão de inox onde há “hélices” que misturam o líquido a ajudam a quebrar as moléculas de lactose. A enzima introduzida pela indústria faz, portanto, uma “digestão externa” da lactose.

André Luiz Rodrigues Junqueira afirma que o leite é um dos produtos que mais evoluíram dentro da indústria alimentícia. “Essa evolução se deu muito em função de um protagonismo do consumidor moderno, que está cada vez mais atento e exigente ao que consome. Hoje, graças a modernas técnicas de processamento podemos produzir uma série de tipos de leite. Temos atualmente em nossa linha, além do leite zero lactose, os desnatados, semi-desnatados, achocolatados com baixo teor de açúcar e o próprio leite longa vida, que já há alguns anos vem sendo a alternativa altamente segura e confiável para o consumo de leite no Brasil”, ressalta o industrial.

Segundo André Luiz Rodrigues Junqueira, a avançada tecnologia usada desde a coleta do leite nas fazendas, passando por diferentes processos de tratamento e transformação, até o envase, está também no controle da segurança alimentar que é um dos mais rigorosos dentro da indústria alimentícia brasileira. “Em nosso laboratório são feitos 10 tipos de análises diferentes no leite in natura, que chega na fábrica. Isso nos garante a qualidade e confiabilidade do produto”, afirma Junqueira.

Fonte: Sem Fronteiras

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