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Indústria de panificação adota produção para marcas próprias como estratégia para alavancar seu crescimento

Fabricante de pães com sede em Ribeirão Preto (SP) é referência em operações de private label e quer atingir 25% das vendas por este canal até 2028

A ZINHO, indústria de panificação com sede em Ribeirão Preto (SP) e mais de duas décadas de atuação no segmento de pães recheados, acaba de conquistar o Prêmio Excelência em Marca Própria na categoria Indústria Parceira.

O reconhecimento foi anunciado na última quarta-feira (27/08), em São Paulo, durante o PL Connection, feira que reúne os principais players do mercado de marcas próprias (private label) no Brasil.

Em sua segunda edição, a iniciativa valoriza os protagonistas do ecossistema de marcas próprias no Brasil, reconhecendo varejistas, indústrias e empresas de serviços que impulsionam o setor no Brasil. O objetivo é reconhecer soluções inovadoras, produtos exclusivos e estratégias de marca que fortalecem a conexão com o consumidor e impulsionam a competitividade do setor.

“Este prêmio consolida a Zinho como fornecedora de referência tanto no segmento de pão de alho e outros pães recheados como no segmento indústria alimentar. A Zinho tem um olhar diferenciado de enxergar marca própria como um vetor de crescimento, absorvendo novos projetos e utilizando-os como estratégia para trabalhar e potencializar sua própria representatividade no mercado, comenta Matheus Cardoso, especialista em marcas próprias e terceirização.

Hoje referência em operações de private label, a Zinho, que atua na fabricação de produtos para terceiros desde 2019, viu seu desempenho no segmento dar um grande salto nos últimos dois anos. Além de suas marcas Zinho e Reserva One, a indústria líder da categoria produz atualmente para outras 20 empresas.

De acordo com o gerente nacional de vendas, Fabrísio Gomes, o canal de marcas próprias tornou-se um braço estratégico de negócio, representando hoje 12% do total de vendas da Zinho. Arrojada, a meta é mais que dobrar esta porcentagem em três anos, chegando a 25% das vendas até 2028.

“O crescimento do segmento de marca própria é bastante recente no Brasil. Embora já exista há mais de três décadas, vem ganhando corpo nos últimos anos, e tanto varejo quanto indústria ainda estão aprendendo a sua dinâmica e seu funcionamento para torná-lo relevante no mercado nacional”, comenta Fabrísio Gomes, gerente nacional de vendas da Zinho.

Aliadas sim; concorrentes não!

Para a Zinho, as marcas próprias não são concorrentes, mas sim aliadas. “Enquanto líderes da categoria, nossa missão é fomentar e fazer o segmento crescer cada vez mais. E quando você tem produtos de boa qualidade sendo produzidos com a marca do parceiro e em estratégia combinada com a marca líder, você consegue atuar com precisão no ponto de venda, buscando a aceitação dos consumidores e consequentemente, o crescimento da categoria”, analisa Gomes.

A estratégia para atender o canal de marcas próprias inclui um portfólio variado de receitas, de forma a poder oferecer aos parceiros tanto as mesmas experiências que garantem o sucesso dos pães da Zinho como opções exclusivas, alinhadas a estratégia e posicionamento da marca-cliente.

“Você pode ter desde receitas tradicionais até outras, com um viés de inovação, para atender nichos específicos de consumidor, variando de opções para o tradicional churrasco até alternativas para consumo no dia a dia”, detalha Gomes.

Outro ponto forte da Zinho é a capilaridade de sua rede de distribuição, presente em todo o Brasil por meio de uma distribuição primária própria e secundária através de parceiros.

“A variedade dos nossos canais de distribuição é muito forte e a gente agrega esse valor à operação de marca própria também. Conseguimos personalizar e otimizar as operações de acordo com a necessidade de cada marca, podendo fazer entrega direta com frota própria ou terceirizar e entregar loja a loja”, diz o gerente de vendas.

Para o executivo, o desafio de toda a cadeia envolvida é tornar a categoria de marcas próprias relevante no mercado nacional. “Tanto indústria quanto varejo precisam seguir atuando pela profissionalização de todas as etapas do processo, desde a negociação, o desenvolvimento de produto, até a operação mesmo deste mercado, que culmina com a aceitação por parte do consumidor e o seu entendimento de que o produto de marca própria é, sim, um produto de qualidade”, conclui Gomes.

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