quinta-feira , 6 agosto 2020
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Com o crescimento do consumo de sorvete no verão, indústria aumenta a produção

Além de ampliar o leque de sabores e texturas, alguns fabricantes estão utilizando motores que economizam energia.

Nada como um bom sorvete para refrescar em dias quentes! A guloseima é uma das sobremesas preferidas do brasileiro durante o ano todo, mas no verão o consumo cresce cerca de 70%, de acordo com a ABIS – Associação Brasileira das Indústrias e do Setor de Sorvetes. Ao lado dos tradicionais sorvetes, os fabricantes estão aumentando o leque de sabores e texturas introduzindo, com frequência, novidades em cardápios sofisticados — como as paletas mexicanas, os tradicionais gelatos artesanais, aqueles supermodernos de açaí, entre outros —, confirmando que o sorvete adquire o status de um alimento que pode ser consumido em qualquer momento.

Diante de tantas novidades e concorrências no segmento, a indústria está sempre se aperfeiçoando, e além de produzir sorvetes exclusivos — para quem tem algum tipo de intolerância alimentar, como à lactose ou ao glúten —, também está se preocupando em tornar seus produtos o mais natural possível, com baixo teor de açúcar, baixa caloria e com redução de gordura, além do uso de componentes que não sejam de origem animal, como na dieta vegana. Afinal, o consumidor está mais consciente, desejando ter uma vida mais sustentável, por isso almeja não apenas sabor, mas também saúde e sustentabilidade na produção.

Essa nova maneira de consumir sorvetes é, na verdade, uma grande oportunidade para os empreendedores do setor, que têm buscado se enquadrar procurando também inovações sustentáveis — investindo em estratégias de produção voltadas às pessoas, processos e tecnologia. O objetivo é causar um impacto positivo no segmento e ainda se sustentar de forma competitiva no mercado. “Uma das preocupações dessas companhias é o excesso de consumo de energia — um dos fatores que contribui gradativamente para o esgotamento dos recursos naturais. E para evitar o desperdício de energia, as indústrias estão utilizando motores elétricos econômicos, com rendimento IR3 (Rendimento Premium), dando preferência ao diferencial da carcaça de alumínio, que melhora a dissipação de calor e reduz o peso do motor”, explica Drauzio Menezes, diretor da Hercules Motores Elétricos (empresa especializada em motores para diversos segmentos, como os de construção civil, alimentício, agrícola, industrial, entre outros).

Além de estar mais atenta à sustentabilidade, a indústria alimentar como um todo tem também investido em inovações e tecnologia — como em equipamentos modernos e eficientes —, com o objetivo de facilitar o processo de produção, agilizando procedimentos e reduzindo esforços. “Por causa disso, algumas empresas do ramo de sorvetes substituíram a transmissão mecânica por um sistema eletrônico (motor + inversor), o que deixa o equipamento mais eficiente”, destaca Menezes.

Devido a esses investimentos e inovações, o mercado brasileiro de sorvetes tem se tornado cada vez mais atrativo, e prova disso é que o país já é o 10º maior produtor mundial e 11º maior consumidor, tendo o Nordeste como a região que mais vende sorvete no país. Segundo dados da Mintel — empresa de inteligência de mercado —, o setor no Brasil deve chegar a 2020 com expansão de até 81%, significando um aumento no faturamento, podendo atingir R$ 13,9 bilhões, com volume médio de 799 milhões de litros.

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