sábado , 7 dezembro 2019
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Segurança dos alimentos: cultura do seguro e bem feito!
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Segurança dos alimentos: cultura do seguro e bem feito!

No mundo do dia a dia das empresas, somos cada vez mais colocados num contexto de melhorias no grupo, em que o indivíduo sozinho precisa saber como “atuar” no coletivo.

Os objetivos dessa global melhoria contínua são:

  • Desenvolver habilidades e competências, extraindo o melhor de cada um.
  • Identificar obstáculos descobrindo novas soluções.
  • Reforçar conceitos como criatividade, confiança e objetividade.
  • Motivar o indivíduo na descoberta de potencialidades novas ou redescobrí-las.
  • Estabelecer melhorias no conceito Comunicação e Ação..

Comprovou a ciência, mais de 30 tipos de “inteligências” que agem diferentemente em cada indivíduo, em maior ou menor grau. Quando sabemos as nossas potencialidades, podemos entender as dos outros, estabelecendo novos vínculos de comunicação, aperfeiçoando trabalhos – e o mundo nessa teia de expansão que vivemos.

Urge identificar barreiras e dificuldades presentes, conhecendo os métodos e técnicas úteis para o diagnóstico. E não basta só ter o conhecimento, a habilidade e a atitude necessárias para se desenvolver uma competência. Se a pessoa não souber onde, quando e como utilizar esta competência, seu valor se perde nessa inexorável evolução sinérgica.

A propalada Visão sistêmica está ligada à capacidade de analisar a empresa e pessoas e utilizar sua competência da melhor forma possível, aprendendo tanto pela experiência própria como através da observação, capaz de agir visando o bem comum e a mudança para melhor, nos mais diversos aspectos e amplitudes no que conecta a grande rede chamada 4.0.

É preciso compreender detalhe das dimensões gerenciais desses processos de mudança. Tais implicam em dominar aspectos que vão além das dimensões puramente técnicas da qualidade e produtividade. Assim, além de “saber fazer”, “poder fazer” e “querer fazer”, é preciso “fazer o melhor”. E isto é muito mais uma questão de intenção do que de forma. Quaisquer planos FSSC 22.000 BRC IFS Global Market integram e reforçam esses valores.

Um facilitador em Segurança do Alimento é o agente que tem esta visão, age de acordo com valores Food Safety, tem conhecimento e um credo em mente:

  • Auxiliar no crescimento das equipes de trabalho, em todos lados da mesa
  • Conseguir ver e extrair o melhor de cada um partícipe nas tarefas dos alimentos
  • Identificar o objetivo da capacitação técnica e humana com os próprios valores
  • Acreditar na educação e atualização / melhoria dos conceitos Food Safety
  • Confiar na força e conhecimento da equipe, buscando informações para o melhor
  • Observar o processo, ver os mínimos antes de se posicionar ao todo
  • Ter convicção que o trabalho contribui na evolução da equipe, da organização e do país

Gestão do todo numa visão das partes

Fica evidente nos últimos tempos uma cultura mais voltada à Qualidade, mais exigente, fundamentada em parâmetros técnicos e direcionada à satisfação e segurança dos mercados consumidores. Os critérios e abrangências das auditorias âmbito global que o digam.

Segurança exige produtos íntegros e seguros, conforme preconiza desde Codex Alimentarius ao GFSI: “Todos tem direito de esperar que os alimentos sejam inócuos e aptos para consumo”. Atendendo esses requisitos, ações de prevenção e controle são primordiais. Pré-requisitos mais que obrigatórios GMP p/ assegurar integridade nos processamentos.

As normas tem visão que foca responsabilidades ao profissional gestor e educador. Indicadores da Qualidade exigem melhorias, implementadas por equipes em constante capacitação. Profissionais hábeis em buscar a excelência em tudo e todos. Excelência em reduzir e eliminar o perigo da contaminação. Controle do todo em dominar os perigos e excelência de sermos especialistas em antever e minimizar riscos. Conceito hoje é ‘Cultura para Segurança de Alimentos’, numa inexorável evolução mundial guiada no fórum GFSI.

O conceito das Boas Práticas é base que assegura que não sejamos surpreendidos por vulnerabilidades. Organismos oficiais e clientes exigem sempre o GMP porque colocam a responsabilidade pela segurança do produto no fabricante e seus parceiros. Se a contaminação ocorrer, produtos são rejeitados e recolhidos do mercado! O retrabalho pode ser infelizmente parte dos negócios. E a empresa afetada regride. E nós com ela.

Para estarmos competitivos é prioridade aplicar e superar continuamente as Boas Práticas de Fabricação. Prevenir o impossível será na maioria das vezes, impossível, mas nós podemos sim prevenir o que podemos pensar. Analisar as falhas e tentar eliminá-las ou controlá-las é vital na garantia de qualidade do processo seguro.

Jamais deve-se desconsiderar o fator humano nas regras de GMP na empresa: Quando  Boas Práticas não são respeitadas, sem Cultura forte em Segurança do Alimento, não há como e nem porque tentar implementar HACCP, quiçá demais ouros planos.

Aprendizagem contínua é uma mudança de comportamento decorrente de novos conhecimentos, habilidades e atitudes. Num contínuo e desafiador desdobramento de lapidar as potencialidades de cada um – na capacitação contínua.

Pense Nisso!

Prof. José Carlos Giordano – Consultor e Tutor em Food Safety
Dra. Leila Moussa – Veterinária
JCG Assessoria em Higiene e Qualidade

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