domingo , 25 agosto 2019
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IBM desenvolve ‘língua robótica’ para identificar contaminantes em líquidos

Atualmente, para se identificar a composição exata ou a presença de potenciais contaminantes na água – ou em qualquer líquido, na verdade –, é necessário coletar amostras e submetê-las a complexas análises laboratoriais. Esse processo implica em seguir protocolos específicos para a obtenção e transporte do material que será examinado e acesso a locais que realizem as provas, o que nem sempre é uma opção viável, especialmente quando as amostragens vêm de locais remotos ou que oferecem condições extremas, por exemplo. Sem falar no custo…

Língua robótica

Pois a IBM está trabalhando no desenvolvimento de um dispositivo que pode ser de grande serventia nessas e outras situações. Batizado de Hypertaste, se trata de uma espécie de “língua robótica” portátil capaz de conduzir análises químicas detalhadas para identificação de compostos e elementos em líquidos e apresentar os resultados em um aplicativo de celular em minutos. Para isso, o dispositivo é equipado com uma variedade de sensores eletroquímicos organizados em pares e programados para detectar combinações de moléculas nas amostras.

Mais precisamente, os eletrodos que compõem os pares de sensores são programados para responder de forma específica à presença de diferentes elementos, mas trabalham de forma simultânea, designando um sinal elétrico com uma voltagem própria para cada elemento identificado na amostra. Esse levantamento é, então, transmitido a um servidor na nuvem onde uma rede neural compara as informações enviadas com as de uma base de dados criada a partir de outros líquidos e análises anteriores.

Todo o processo leva cerca de 1 minuto e os resultados – que, segundo a IBM, já atingem por volta de 90% de precisão nos testes com o protótipo – são apresentados diretamente no celular de quem está realizando as análises. A “língua robótica” ainda está sendo aprimorada, mas, uma vez todos os ajustes sejam realizados, ademais de permitir a realização rápida de análises químicas em locais remotos e situações extremas, conforme mencionamos no início da matéria, ela poderá ter muitas outras utilidades.

O Hypertaste poderá ser usado, por exemplo, para fins ambientais, pela indústria alimentícia e de bebidas, e outras, para garantir a qualidade dos produtos, por agências governamentais para identificação de substâncias ilegais, pela indústria farmacêutica e por profissionais da área da saúde. Só basta esperar que a IBM alimente e expanda a base de dados com mais informações e que a rede neural “aprenda” como conduzir os exames de forma cada vez mais eficiente.

Fonte: Tecmundo

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